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Surto de zika deve diminuir viagens aéreas para o Brasil

05 de fevereiro de 2016
05022016_avio_FABA demanda por viagens aéreas na América Latina deve ser reduzida nos próximos meses com o anúncio, feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de que o surto de zika vírus é de emergência internacional. A afirmação foi feita ontem pela agência de classificação de risco Moody’s. A medida, no entanto, não deve ter impacto sobre o rating das empresas aéreas.
 
Em relatório da agência, foi avaliado que o fato do zika vírus não ser transmitido pelo ar é um dos fatores que limitam o potencial de impacto negativo ao crédito do setor aéreo. Além disso, os analistas ainda destacam que a infecção causa problemas sérios de saúde num número relativamente pequeno de pessoas.
 
Outro fator que mitiga o risco às aéreas, segundo a equipe da Moody’s, é a possibilidade de que muitos viajantes a lazer que cancelarem os voos para a América Latina escolham destinos alternativos. Finalmente, os analistas destacam que os destinos latino-americanos respondem por uma porção relativamente pequena do total de voos das principais companhias aéreas.
 
Gol e Latam
Para a Moody’s, a Gol e a Latam, por meio de sua subsidiária TAM, serão as mais expostas aos riscos de demanda ligados ao zika, uma vez que grandes porções de suas respectivas redes são localizadas no interior da zona de impacto, especialmente no Brasil. Segundo a Moody’s, uma possível queda na demanda causada pelo zika vírus iria agravar o cenário atualmente verificado no Brasil para as aéreas, com uma queda na demanda de passageiros causada pela atividade econômica fraca e pela desvalorização do real.

A agência de rating estima que o zika não deve afetar o turismo durante o carnaval. No entanto, o impacto sobre outros grandes eventos em 2016 ainda é desconhecido. “O governo brasileiro espera que cerca de 350 mil pessoas visitem o Rio durante a Olimpíada e a Paraolimpíada, em agosto e setembro. Quanto maior for número de infectados na região, maior será a probabilidade de que a demanda de passageiros seja prejudicada”, afirmou a agência.

Da Agência CNM, com informação da Agência Estado