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Aedes aegypti já pode ser considerado um mosquito doméstico, alerta epidemiologista

15 de fevereiro de 2016
15022016_Aedes_PrefGoianiaHá cerca de 50 anos, o Aedes aegypti começava a transição de mosquito selvagem para urbano. Ele surgiu originalmente no Egito e se dispersou pelo mundo a partir da África. Em primeiro colonizou as Américas e posteriormente rumou para a Ásia.
 
As teorias mais aceitas indicam que o Aedes tenha se disseminado para o continente americano por meio de embarcações que aportaram no Brasil para o tráfico de negros escravizados. Registros apontam a presença do vetor em Curitiba (PR), no final do século 19, e em Niterói (RJ), no início do século 20.
 
Ao chegar às cidades, o Aedes passou a ser o responsável por surtos de febre amarela e dengue. A partir de meados dos anos 1990, com a classificação da dengue como doença endêmica,  ficou em evidência todos os anos, principalmente no verão, época mais favorável à reprodução do mosquito.
 
Transmissão de doenças
Apenas a fêmea transmite as infecções já que somente ela suga sangue para produzir ovos. Uma vez infectado, o mosquito transmite o vírus por meio de novas picadas. Atualmente, o inseto transmite pela picada a dengue, febre amarela urbana, chikungunya e zika.
 
O epidemiologista e secretário-geral da Sociedade Brasileira de Dengue e Arbovirose, Luciano Pamplona, disse que o Aedes aegypti já pode ser considerado um mosquito doméstico. “A principal prova disso é o mapa com os principais criadouros do país. Em torno de 80% a 90% dos focos do vetor estão dentro das casas das pessoas” alerta o epidemiologista.
 
Dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde, apontam que, no Nordeste, o principal tipo de criadouro do mosquito são tonéis e caixas d’água. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o depósito domiciliar, categoria em que se enquadram vasos de plantas e garrafas, predomina como criadouro do vetor. No Norte e no Sul, a maior parte dos criadouros do mosquito está no lixo.
 
Da Agência CNM, com informação da Agência Brasil