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Pesquisa brasileira publicada na Science mostra como vírus zika age no cérebro e propõe tratamento

12 de abril de 2016
12042016_zikacerebro_FapprFoi divulgada uma pesquisa brasileira que revelou como o vírus zika age nos tecidos cerebrais levando a malformações neurológicas em bebês, entre elas a microcefalia. O trabalho, publicado na revista científica Science, pode ajudar a encontrar medicamentos que reduzam os danos causados pelo vírus na infecção de grávidas.
 
O estudo foi realizado por cientistas do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), liderados pelo neurocientista das duas instituições Stevens Rehen, com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e da Academia Brasileira de Ciências.
 
A partir de células-tronco humanas, os pesquisadores criaram minicérebros ou organoides cerebrais, similares ao cérebro humano em desenvolvimento. Os modelos são mais complexos do que culturas celulares. Segundo o neurocientista, a metodologia permite identificar a relação entre o zika e a malformação e mostrar como as consequências variam de acordo com a etapa da gravidez em que ocorre a infecção.
 
Tratamento
A partir desse modelo de pesquisa, dez medicamentos estão sendo testados para impedir a infecção ou reduzir os impactos do vírus sobre o cérebro. Um deles, segundo Rehen, pode reduzir a morte cerebral causada pelo zika. No entanto, serão necessários novos testes para apresentar o medicamento como alternativa para as mulheres grávidas.
 
Os remédios em teste já têm a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para outras doenças e poderiam ter no combate ao vírus um segundo uso. Dados preliminares sobre a eficácia do medicamento mostram que a fórmula protege contra o ataque do vírus, mas não está confirmado se é capaz de reduzir a replicação viral dentro da célula-tronco neural, de acordo com o neurocientista. Rehen espera chegar a novas conclusões sobre a possibilidade de tratamento em dois meses.
 
Da Agência CNM, com informação da Agência Brasil